Amizade com Deus e filhos desviados

  • 20/05/2026
Amizade com Deus e filhos desviados
Amizade com Deus e filhos desviados (Foto: Reprodução)

Iniciar uma “amizade com Deus” é experiência única e pessoal! O lugar em que acontece, pode variar bastante: num acampamento, em casa, entre amigos, num estudo bíblico, numa igreja… mas “marca” para sempre qualquer pessoa!

A sequência natural de ser um “amigo de Deus” é querer falar o que aconteceu a outras pessoas. Isso é o que chamamos de “testemunhar” (contar, divulgar, comunicar).

Sendo assim, dizemos como:

1. era nossa vida ANTES desta amizade com Ele;

2. COMO aconteceu nossa experiência;

3. o que está mudando, APÓS este encontro com Deus.  

Cada geração deve “testemunhar” – e ser um exemplo coerente – à próxima geração, para que eles tenham suas próprias experiências de “amizade” – Salmo 78:3-4: “São coisas que ouvimos e aprendemos, coisas que os nossos antepassados nos contaram. Não as esconderemos dos nossos filhos, mas falaremos aos nossos descendentes a respeito do poder de Deus, o Senhor, dos seus feitos poderosos e das coisas maravilhosas que ele fez”.

Só que NEM sempre é o que vemos, em muitas famílias cristãs…! Por que isto acontece?

Pais ou avós têm uma vida bonita e que agrada ao Senhor, mas muitos de seus filhos não querem saber do Deus de seus pais.

A passagem de Juízes 2:6-13 pode nos ajudar a entender esse processo. Nela, são mencionadas três gerações:

1ª geração: é a de Josué, formada por gente “Cheia de Compromisso”, que viu os milagres diante deles, na saída do Egito, proteção no deserto e chegada a Canaã. Vibravam com Deus!

2ª geração: dos “filhos” de Josué (v.7), muitos deles já nasceram em Canaã e ouviram falar sobre os milagres de Deus, através do que seus pais contavam – baseavam sua fé, na experiência do relato dos pais. Eu chamaria esta geração de “Mais ou Menos Comprometida” … (alguns sim, outros não); NÃO tinham as suas próprias experiencias com Deus.

3ª geração: a dos “netos” de Josué (v.10-13), que eu chamo de “Geração da Crise”. Os pais deles, tinham uma experiencia “fraquinha” com Deus… (formal e religiosa apenas)! E não passaram aos seus filhos, um sentimento de “amor a Deus” – porque muitos nem o possuíam. Resultado: a 3ª. geração “não quis saber” do Deus dos seus pais… e procurou outros “deuses”.

Essa “sequência” acontece com muitas famílias hoje em dia! 

Os primeiros a se aproximarem de Deus, têm com Ele um compromisso forte. Alguns deles não têm a habilidade de motivar seus filhos, para que estes se “apaixonem” por Deus, como eles.

Ao morrer a 1ª geração (“Compromisso”), os pais da 2ª geração (“Mais ou Menos”) quase não transmitem aos filhos um relacionamento positivo com o Senhor. Esta 3ª geração “entra em Crise” – e se afasta da ideia de “um Deus” passada por seus pais. Vão procurar outros.

É possível mudar esta situação? Sim! E temos exemplos na Bíblia:

1) JACÓ era 3ª geração (lembre-se: Abraão, Isaque, Jacó). O nome Jacó tem o sentido de “usurpador”. Fez coisas que desagradaram a Deus, mas ARREPENDEU-SE e teve nova atitude. Seu nome mudado para ISRAEL (príncipe de Deus) – passou a ser “amigo de Deus” (tornou-se também, 1ª geração Comprometida).

2) SALOMÃO era 2ª geração (Davi, Salomão, Roboão). Inicia bem seu reinado, mas depois que a fama e sucesso sobem à cabeça, traz os deuses das suas esposas a Jerusalém – afasta-se de Deus. MAS no fim de sua vida, ARREPENDE-SE, escreve o livro de Eclesiastes e volta a ser um “amigo de Deus” (1ª geração), com compromisso sério com o Senhor.

Jacó e Salomão são exemplos de que SEMPRE é possível tornar-se “amigo de Deus”. Mas é preciso PARAR com a vida errada, arrepender-se e entregar-se ao Senhor, de TODO o coração. 

Pv 28:13 - “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia”. 

Jr 29:13 - “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração”.

Você tem conhecidos ou familiares nesta situação (na 2ª ou 3ª geração)? – NÃO desista de orar por eles! Em algum momento, num futuro breve, você poderá ter BOAS surpresas… quem sabe, um filho que estude fora da cidade, ligará para você dizendo: “Mãe, amigos cristãos me levaram a um evento, onde ouvi sobre Jesus. Eu também me tornei um Amigo de Deus” …!

Já ouviu falar no Ministério Desperta Débora? São mães que decidiram orar por seus filhos. O lema deste movimento é: “Mães de joelhos – filhos em pé”! São incontáveis, os testemunhos filhos que saíram de caminhos errados (drogas, devassidão, violência etc.) e se voltaram para Deus. Tudo fruto da oração de mães, que decidiram clamar ao Senhor em favor de seus filhos.

Será este o seu caso? Você tem algum conhecido nesta situação? Não desanime! O Senhor está ouvindo o seu clamor e a sua oração!

Você tem filhos ou netos (jovens e adolescentes) que ainda frequentam a igreja, mas de “cara amarrada”, porque ainda não têm uma “Amizade com Deus”?

Vamos deixar algumas dicas:

1. Mantenham “pontes de comunicação” com eles: seja firme nos valores bíblicos, mas mantenha a conversa sempre (diálogo e não monólogo);

2. Sejam um bom exemplo: ganhe sua admiração e confiança, através da “vida cristã bonita e coerente” (viva no dia a dia, o que prega na igreja);

3. Apoie ministérios especializados na evangelização de juventude: eles sabem comunicar Jesus, no estilo e linguagem que eles entendem;

4. Aproxime-os de jovens de bom testemunho: a “turma” é muito importante nessa fase; se não houver bons exemplos, os maus sempre estarão à disposição;

5. Caso a liturgia de sua igreja não comunique bem com a juventude: pense na possibilidade de conhecer uma outra igreja, com doutrina bíblica, mas com liturgia mais flexível aos jovens. O adulto não precisa deixar sua igreja local. Acompanhe-o, apenas até sua adaptação;

6. Não force “mudanças radicais de liturgia” em sua igreja local: só criará brigas e divisões; cada comunidade tem sua maneira de cultuar a Deus e isso é absolutamente normal. A necessidade de mudança é sua – e não daquela igreja.

 

Sergio e Magali Leoto (@casal.leoto) são educadores, livros na área de família e atuação em aconselhamento familiar, há mais de 30 anos. Sergio é pastor e sua esposa Magali é psicóloga. Ambos são missionários da Sepal (Servindo aos Pastores e Líderes).

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: A oração da criança e o furacão

FONTE: http://guiame.com.br/colunistas/magali-e-sergio-leoto/amizade-com-deus-e-filhos-desviados.html


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